'Precisamos de senso de urgência com o agro brasileiro', diz presidente da Abag
O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Ingo Plöger, afirmou que o governo precisa tratar o setor com maior senso de urgência. Em entrevista à Globo Rural, ele destacou dois problemas centrais enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro: os juros elevados e a ausência de uma política eficiente de seguro rural. Segundo a avaliação, essas condições aumentam a pressão sobre uma atividade que depende de crédito e está exposta a riscos climáticos e produtivos. Os juros altos encarecem o financiamento de máquinas, insumos, armazenagem e custeio das lavouras, dificultando investimentos e o planejamento das propriedades. Já a cobertura insuficiente do seguro rural amplia a vulnerabilidade financeira diante de perdas de safra. Para o mercado, a combinação pode reduzir a capacidade de investimento e elevar a cautela nas decisões de produção, com possíveis reflexos futuros sobre a oferta, embora a entrevista não apresente projeções específicas para os preços. Para o produtor: crédito mais caro e proteção insuficiente contra perdas tornam a produção mais arriscada e exigem maior cuidado no planejamento financeiro.
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