Por que as primíparas são a “carta na manga” para não perder dinheiro durante a seca
Especialistas do setor pecuário apontam que, diante da seca prolongada, o manejo diferenciado das fêmeas de primeira cria (primíparas) pode ser a estratégia mais eficaz para evitar perdas financeiras. O foco está na aplicação de protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) ajustados à condição de estresse hídrico, com suplementação nutricional específica e controle rigoroso do ciclo reprodutivo. Essas medidas têm garantido taxas de prenhez superiores às observadas em rebanhos que seguem práticas convencionais, assegurando a reposição de animais de forma mais rápida e reduzindo a necessidade de compra externa de novilhas. A importância da abordagem reside na manutenção da taxa de renovação do rebanho, essencial para a continuidade da produção de leite e carne, especialmente quando a disponibilidade de pastagem está comprometida. Ao preservar a produtividade e evitar a queda de estoque, os produtores conseguem estabilizar a oferta no mercado, o que ajuda a conter a volatilidade dos preços dos produtos finais. Além disso, o menor gasto com aquisição de animais externos reduz custos operacionais em um período de baixa receita. Para o produtor: aplicar o manejo especializado nas primíparas garante maior prenhez, mantém o rebanho em dia e protege a rentabilidade mesmo durante a seca.
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