Brasil pode triplicar plantio de palma com foco em biocombustível em áreas desmatadas da Amazônia
O Brasil pode mais do que triplicar a área cultivada com palma de óleo nos próximos dez anos, segundo o presidente da associação que representa os produtores do setor. A expansão seria concentrada em áreas já desmatadas da Amazônia, sem necessidade de abertura de novas áreas, e teria como principal estímulo o aumento da demanda mundial por matérias-primas destinadas a biocombustíveis avançados, como o combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. A perspectiva é importante porque pode ampliar a participação brasileira no mercado de energia renovável e criar uma nova destinação para áreas degradadas. O avanço do plantio tende a elevar a oferta de óleo de palma, atrair investimentos e gerar oportunidades para produtores integrados à cadeia, embora a notícia não detalhe custos, prazos, regras ambientais ou garantias de compra. O efeito sobre os preços dependerá do ritmo de crescimento da demanda por biocombustíveis e da capacidade de processamento da produção adicional. Para o produtor: a palma pode se tornar uma alternativa de renda em áreas já abertas da Amazônia, mas a decisão de investir exige avaliar mercado, logística, licenciamento e contratos de venda.
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